Sentia o peso do cano metálico em minhas mãos. Linguiça ainda observava atônito o corpo estendido ao pé do barranco, de cujo rosto dilacerado se haviam desprendido as lascas de pele ensanguentada grudadas no tijolo que ele segurava. Meu cano provocara um profundo corte que ia do zigomático até a têmpora e algumas costelas quebradas.

Imaginei o estado do rim esquerdo do sujeito e não pude evitar o riso ao pensar que ele, quando amanhã urinasse sangue, se lembraria da dureza do bico da minha bota.