São Pardos

                                                                                                 Ao meu caro amigo

                                                                                               Aristides Eduardo

Minha mãe me dizia que eu era um gênio; meus tios, que eu era um artista. Meu pai apenas olhava, complacente, com aquela ruga indelével em sua testa.

Os amigos me diziam que eu poderia ser o que quisesse e é deles, meu amável companheiro, que eu me lembro com saudade enquanto você me oferece um cigarro, paga uma bebida e mantém distância segura do meu fedor e de minha imundice desagradável.

 

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Um pensamento sobre “São Pardos

  1. heii
    q bom encontrar seus escritos aqui..

    lembra do poema q estreveu pra mim? vc disse que era uma obra modernista – pra mim era quase dadaísmo.. rsrs
    sai do banho hj, bêbada, joguei a toalha parcialmente ensopada em cima da mesa e quando acordei alguns papéis haviam molhado, inclusive teu poema
    =/

    agora a tinta azul tá borrada

    vou linkar seu ‘blog’ no meu, aliás já linkei
    beijo

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