Id-Elétrica

Antes de mais nada, é preciso lembrar que não se foge de si com tanta facilidade. A dificuldade de despistar os fantasmas, espectros e outras sólidas manifestações do Ser é pequena se comparada à velocidade necessária para que se perca de vista o pacote de ossos e músculos que os formam. Há que isolar todos os pulsos elétricos e o risco de eletrocução aumenta razoavelmente com a desintegração dessa fase etérea que chamamos corpo.

O que podemos ver, nessas primeiras experiências escapistas, é um problema recorrente e de fácil, porém capciosa, solução: o ser propriamente dito tende a igualar sua aceleração à do espectro primordial, ainda que tentemos, em curvas e procedimentos que muito se assemelham à instalação de sistemas hidrelétricos, desviar sua trajetória de colisão. O truque é atalhar a consciência em fases alternadas e romper o referido isolamento em pontos estratégicos.

Ao se desenvolver o tirocínio dessa primeira fase do processo (o que só se consegue através de exaustiva repetição, com sutis alterações, do experimento inicial) a fuga se vislumbra a distâncias relativamente pequenas, mas sua posição varia numa frequência aproximada de 11.545 KHz 

Observem que, ainda assim, é possivel.

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